A hiperidrose é uma disfunção relativamente freqüente, com incidência entre 0,6 a 1 % da população.

A hiperidrose primária constitui a indicação mais freqüente para a realização da simpatectomia torácica. A simpatectomia por videotoracocospia é realizada para tratamento da hiperidrose palmar, axilar ou craniofacial, com melhora variando de 80 a 95%.

Os pacientes com suor plantar associado podem permanecer com hiperidrose mesmo após a operação. Além disso, ocorre o efeito compensatório na maioria dos pacientes (cerca de 70%), com suor na região do abdome e das costas, entre outros. A hiperidrose plantar pode diminuir após a simpatectomia torácica em 50 a 70% dos pacientes, por mecanismos ainda não esclarecidos. A persistência deste suor localizado é fonte de queixa freqüente no pós-operatório.

Com pesquisas realizadas recentemente, conseguimos um ótimo resultado através de tratamento com medicação via oral para a persistência do suor plantar e/ou suor compensatório colateral após o tratamento operatório.

Caracteriza-se pelo aumento do suor em determinadas regiões do corpo, como as mãos, a face, os pés e as axilas. Mais freqüente em adultos jovens e adolescentes, com predomínio em mulheres. Não se trata de uma doença grave, quanto a risco de vida, e sim de uma situação extremamente desconfortável, que causa profundo embaraço social, transtornos de relacionamentos e também alterações psicológicos no paciente, que freqüentemente se isola socialmente e adquire hábitos que escondam o seu problema.


 

Voltar